ADOTAR É TAMBÉM UMA GRANDE OLIMPÍADA.

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Acabamos de hospedar uma olimpíada e ,neste artigo mensal irei comparar este evento com a adoção.

Antes de qualquer evento ocorre a preparação dos futuros atletas (pais pretendentes) e chegam as dúvidas,  incertezas e medo. A grande olimpíada está chegando! Preparar os sentimentos, a família (avós, tios, primos), o espaço ,as finanças.

As delegações são recepcionadas  : os técnicos da Vara da Infância, os Assistentes Sociais, os Grupos de Apoio às Adoções, todos envolvidos para que tudo aconteça bem.

Os futuros pais, tal como os atletas se preparam. Não usarão uniformes olímpicos (alguns usam as camisetas dos grupos de apoio) mas vão aos “treinos”(reuniões, cursos, capacitações).Afinal será preciso ter prontidão para a maratona que virá. Nos “ treinos” recomendamos  que além de ler muito e frequentar os grupos, façam também exercícios físicos como corrida, levantamento de peso e agachamentos para se fortalecerem para a chegada da medalha de ouro (o filho)

Os novos pais terão filhos atletas em várias modalidades.

Atletismo é a modalidade sempre presente. Irão ter filhos que correm muito e os pais aproveitarão aprender correr também. Correr não só com as pernas mas também contra o tempo. Levar para as aulas diversas, médico, dentista, psicólogo sempre é bom, aniversários dos amiguinhos ou baladas, se adolescente.

Outra competição é o basquete: acertar a “bola ao cesto” nas suas decisões, ouvir as reclamações, birras e choros nas cobranças das faltas.

O vôlei também será enfrentado: haverá “ bloqueios”, limites ,quedas e arremessos.

Dependendo da quantidade e idade dos filhos poderão competir nas lutas; muitos usam o boxer e outros diferentes estilos.

Saltos e piruetas são muitos, tendo como consequência o joelho ralado, dente fraturado, muitos curativos e plantões hospitalares.

Como é normal entre os atletas, haverá dor e superação fazendo a turma “remar” muito. É um surf diário com altas ondas emocionais e muitos desafios.

A olimpíada adotiva é contínua e acontece no ambiente familiar enquanto a esportiva  ocorre a cada quatro anos e em diferentes lugares, além de ambiente especial e festivo.

Então! O que fazer? Preparar-se emocionalmente. Muito! Não apenas nos encontros ou cursos preparatórios para apenas cumprir a exigência legal. Aproveitar o tempo de espera para observar famílias, as saídas dos colégios, as brincadeiras nos parques da cidade e praia.

Os pais  não irão conduzir a Bandeira Olímpica que será substituída por mochilas, brinquedos, bicicleta enquanto as mães levam as sacolas com água, biscoitos (o lanche não pode faltar),fraldas se bebê.

Formar a família é uma bela olimpíada. Como no decorrer da vida, tudo passa. Virão novas fases: os filhos crescem e irão viver suas olimpíadas pessoais tendo que competir em várias modalidades.

A olimpíada esportiva é um “ evento adotivo” em que as pessoas de todo mundo se adotam.

Os pais não serão heróis olímpicos e devem se comprometer com as medalhas conquistadas pelos filhos, sejam elas de bronze, prata ou ouro ou mesmo acolher os que não ficaram entre os primeiros.

Feliz olimpíada adotiva para todos!



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