Sexualidade do Filho Adotivo

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Se o filho chegou bebê, bem novinho ele estará na fase oral de sua sexualidade: fase em que a boca é o centro de tudo. Mamadeira, mamas da mãe (a mãe adotiva pode, sim, amamentar), leva tudo à boca, lambe, testa o mundo pelos lábios.

A criança depois de 2-3 anos entra na fase anal-descobre que produz algo, que sempre fez, mas não tinha conscientização disso. Será importante receber seus resíduos sem mostrar nojo, reprimir ou castigar. As idades mencionadas não são rígidas, cada criança terá sua maturidade diferenciada.

A seguir vem a fase fálica, ou seja, a descoberta de seus genitais. O menino “ainda” hoje é valorizado por certos pais por possuírem órgão visível e a menina sente que nela falta algo.

Convem salientar que os tecidos que formam o menino e a menina tem a mesma origem. Os lábios vulvares correspondem ao saco escrotal e o clitóris ao pênis.

Com a puberdade virão as transformações provocadas pelos hormônios. Os jovens gostam ou não gostam do que acontece: pelos púbicos, axilas, mamas e crescimento do genital masculino. Alguns se sentem felizes com a fase, outros se envergonham.

E os adotivos?

Tudo igual. Os menores irão recebendo explicações dos pais, os maiores virão com muita coisa esclarecida ou deformada.

O toque na pele, o abraço será apreciado ou rejeitado, dependendo do seu passado vivido.

Se aconteceu violência física ou sexual será preciso entender seu medo do outro, têm medo de se despir, ser ajudado no banho.

Importante ir, vagarosamente entendendo seu filho (a). Passar confiança e amor.Dialogar,buscar ajuda se preciso for.

Regressão.

A criança ou adolescente poderá regredir para renascer na nova família e ali viver as fases não vividas. Poderá voltar à fase oral , pedir para mamar na mãe. Explicar que não é possível, oferecer mamadeira, brincar de tornar-se bebê.

Com a fase anal poderá acontecer a evacuação,xixi na roupa ou na cama. Masturbação, pois sente prazer e é uma forma de mostrar insegurança (Até adultos nervosos diante de uma situação buscam o WC).

Há casos em que assaltantes em residências deixam fezes (seu produto) nas casas como forma de “pagar” pelos danos causados.

Sexualidade

-é fundamental para o bem estar das pessoas.

  • As perguntas das crianças sobre sexualidade deveriam ser ouvidas, investigadas e respondidas dentro dos limites do seu interesse.
  • As curiosidades e dúvidas sexuais das crianças, quando atendidas, contribuem para um desenvolvimento afetivo e intelectual mais harmônico.
  • Há vários jogos e brincadeiras sexuais entre as crianças que fazem parte da curiosidade e do desenvolvimento da sexualidade infantil.
  • As crianças deveriam ter a possibilidade de conversar com seus pais ou outras pessoas de sua confiança a respeito da sexualidade.
  • A ausência da resposta sobre questões sexuais gera angústia e inquietação nos jovens.
  • A repressão da curiosidade sexual pode ter repercussões na aprendizagem e no desenvolvimento emocional.

É na família que se forma o núcleo do desenvolvimento cultural dos filhos e as bases das atitudes sexuais. Ali receberá noções de como construir sua vida e como expressar sua sexualidade.

Criança.

  • É curiosa sobre o assunto;
  • Sua personalidade se forma nos primeiros anos;
  • Se quer saber é porque tem interesse;
  • Responder de forma adequada ao seu limite de idade e compreensão.
  • Erotismo presente

A criança precisa aprender:

  • Decidir e escolher;
  • Perceber situações;

Aprofundando conhecimentos.

Sexualidade é uma conduta adquirida, de base biológica, com sua fonte instintiva expressa de acordo com o desenvolvimento e normalidade psicossexual com parâmetros socioculturais do lugar e época em que vivemos.

Tem caráter modificável, plástico, permutante. Envolve personalidade, maturidade física e psíquica além da formação do indivíduo. É uma marca humana vivenciada a partir dos desejos e escolhas afetivas psicossociais.

Sexualidade é uma energia que nos encaminha para o amor, ternura, contato, integração. Influencia nossos sentimentos, emoções e ações, a saúde física e mental. É um processo presente em todas as fases da vida. Envolve comportamentos e varia com as diferentes culturas e épocas.

“A sexualidade é um componente fundamental da personalidade humana, um modo de ser e de se manifestar, de se comunicar com os outros, de sentir e expressar o amor humano” (carta encíclica).

 Sexo é um sentimento de como um indivíduo se percebe, é uma ENERGIA positiva. É sentir-se homem ou mulher, por dentro, independente dos órgãos genitais. Palavra hoje usada para indicar relacionamento sexual ou coito.

Construindo nossa sexualidade: a realidade social e cultural onde vivemos, cresce e desenvolve a pessoa através dos agentes socializadores, que originam, condicionam, estimulam ou reprimem determinados tipos de aprendizagem, que possibilitam a construção de uma sexualidade: mais, ou, menos saudável, plena, feliz e prazerosa.

Sexualidade ideal.

  • É aceita como energia;
  • Defende a Educação Sexual;
  • Percebe a vivência evolutiva;
  • Entende a liberdade como valor assumido;
  • Integra-se na totalidade da pessoa;
  • Encontra-se nos projetos de vida;
  • Pode ser sublimada;
  • Está integrada na maturidade.

Educação sexual.

  • Aprendizagem informal pelo qual se toma conhecimento da sexualidade ao longo da vida.
  • É educar uma criança para ser homem ou mulher.
  • Conjunto de informações práticas e valores, habilidades, significações e expressões de sexualidade em sociedade.

Educação Sexual-Preparação da nova geração para que se torne um homem novo, mais capaz física e mentalmente, mais saudável, mais feliz e com maior alegria de viver.

Ética para educar

  • Respeito pela verdade;
  • Respeito pela igualdade e dignidade;
  • Reconhecimento do direito de livre-arbítrio
  • Direito de cada um seguir seu caminho.

Como educar:

  • Sincera, verdadeira, integral;
  • Clara, científica, simples;
  • Natural, segura, delicada;
  • Realista, respeitosa, completa;
  • Variada, ampla, objetiva;
  • Afetuosa, tranquila, serena;
  • Prudente, sem falsos medos;
  • Sem fingimentos ou deformações.

Meios para educar

  • Comunicação não verbal;
  • Diálogos, bate-papos;

Recursos:

  • Revistas, livros, artigos;

Informações por estranhos

A criança ou adolescentes e até adultos recebem fragmentos informativos, cometem erros de interpretação. Haverá lacunas, medos incompreensão, sem vínculos afetivos, sem cumplicidade e com linguagem inadequada, passando a ideia que é assunto proibido em casa.

Outras dificuldades

  • Influência dos meios de comunicação;
  • Conceito de pecado;
  • Desencontro com Igreja;
  • Material pornográfico disponível;
  • Preferência pela linguagem chula;
  • Dupla moral na educação homem x mulher;
  • Desencontro da linguagem escolar x domiciliar;
  • Interpretação errônea dos conceitos básicos;
  • Pais culpando a escola por tudo que acontecer de errado com seus filhos;

-Pais

  1. Acham que a criança é assexuada, são despreparados, omissos, deixando como obrigação da escola que muitas vezes não sabem como fazer;
  2. Preocupados com o profissional que orientará;
  3. Religião, vergonha, nível social;
  4. Não ficar puxando o assunto, deixe a criança perguntar ou, se a criança não pergunta criar situações para ver o seu interesse.
  5. Responder a verdade;
  6. Não esticar as explicações;
  7. Seja adequado a maturidade da criança
  8. Use vocabulário entendível.
  9. Dificuldade dos pais será maior se não iniciar cedo.

Etapas da Aprendizagem.

  1. Ingenuidade-nem sabe que não sabe. Não sente falta.
  2. Descoberta-sabe que não sabe. Quer aprender.
  3. Aprendizado-sabe que sabe: tem poder natural sobre quem não sabe. ( no caso dos maiores)
  4. Sabedoria-nem lembra que sabe: o saber está incorporado-age sem pensar-é automático.

Educação Sexual favorece

  • Intercâmbio; entre pais e filhos,
  • Professor e alunos;
  • Favorecendo contato emocional íntimo e maturidade em todos os níveis.

“Um princípio fundamental em Educação Sexual é preferível chegar um ano antes, que um dia depois”.

Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que você faz com aquilo que sabe”.

(Aldous Huxley)

“O homem, ao final, decide por si mesmo. Em suma, a educação deve ser educação para a capacidade de decidir” (V.Frankl).

Conclusão

Durante minha vida profissional, como professora de Ciências Biológicas me vi envolvida com as perguntas dos alunos. Nos anos 60 os pais pouco conversavam sobre o assunto e os alunos viam na professora uma oportunidade de falar. Por que menstruamos? O que sentimos quando beijamos? O que é permitido durante o namoro? Coisas que hoje são totalmente diferentes embora haja pessoas com dificuldades pessoais. Há uma grande educadora sexual em casa-a televisão e suas novelas que são reprisadas em horário da tarde.

Nos anos 80 e 90 trabalhei com cursos e palestras de Educação Sexual.

Escrevi algumas coisas válidas até hoje. Confira:

Sugestão de meus trabalhos bibliográficos:

  • Convivendo com seu sexo-3 volumes-(crianças, púberes e adolescentes) Ed Paulinas;
  • Sexo: energia presente em casa e na escola-(para pais e professores)-Paulinas;
  • Orientação Sexual: conscientização, necessidade, realidade: Juruá.

Nestes livros poderá ler o assunto mais ampliado, particularmente no segundo, para pais.

 



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