Adoção: Almas Unidas

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Adotar é vincular a sua vida com outra vida. É unir almas. É acolher. É romper histórias, vencer obstáculos e preconceitos: superação!

É um ato repleto de alegria, emoção, fé e esperança. É um encontro de desejos: do pretendente e da criança que se transformará em FILHO. Esses desejos regidos por compromissos e construções. É irreversível, irrevogável, permanente.

Adotar não é para salvar uma criança e nem para resolver problemas dos adultos. São vidas e histórias que se fundem exigindo investimento emocional, boa vontade, determinação para construir um vínculo permanente. Por isso os adultos devem refletir muito para evitar rompimentos no pós-adoção.

Por isso adotar é uma construção rodeada de medo, insegurança, dúvida. Por outro lado, é um universo repleto de esperança, força e amor. É motivado pelo desejo e afeto, mas concretizado pelo direito de ser cidadão. Há dor e sofrimento de ambas as partes envolvidas, ato bilateral, com vitória afetiva sobre a origem genética.

Andrei (p. 89) coloca que “Ninguém jamais adotou uma criança feliz. Eles, sem exceção, são retratos vivos dos mais pungentes dramas”. Como esses futuros pais irão lidar com essas situações? Como desejar que essa criança tenha, de imediato, uma resposta satisfatória, comportamento adequado? É um exercício constante de amor, dedicação e paciência.

Adoção é um conceito profundo, responsável e que exige concordância familiar na decisão. Que lugar essa criança irá ocupar na família? Será apenas mais uma pessoa no círculo familiar? Será uma criança ou um filho? Neto? Primo?

Adoção: filho para sempre, sem laços sanguíneos, com mistérios, desconhecimentos, formando encontros e ligações pelo caminho da vida.. Deverá ser um desejo real, com atitude adotiva, afeto, empatia e disponibilizar a oportunidade para um encontro com quem será o esperado filho.

Adotar não é apenas um ato jurídico. Há sentimentos, obstáculos, sofrimento, momentos difíceis e exige libertação mental de mitos, conceitos e preconceitos. O adotante deverá ser o gestor de sua mente, desenvolver resiliência, reciclar suas angústias, dúvidas e matar seus fantasmas.

A adoção será ótima para a criança se for boa para os pais. Pais sentindo-se pais para a criança sentir-se FILHO, pois estará entrando numa família onde não nasceu e completando o núcleo familiar.

É ato jurídico definitivo não gerado pela natureza biológica e que transformará pessoa ou casal em família, trazendo esperança e compromisso. Para isso será necessário maturidade, disponibilidade psicológica dos adultos para acontecer uma convivência saudável.

Adotar é um encontro de almas que viveram (ou ainda vivem) os sofrimentos que permeiam os dois lados, do adotante e do adotando, e esse encontro deverá levá-los para uma construção familiar segura e feliz.

Adoção é apenas um processo que os pais enfrentam para serem pais e a criança para se tornar FILHO. Como diz Laroche (p.76) “A adoção ocorre antes, depois temos um filho como os outros”. Simples, só não esquecer disso.

É o que sempre dizemos nos cursos aos pretendentes: não espere a chegada de uma CRIANÇA. Espere a chegada de um FILHO!



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